• Autor Matheus Gonçalves Pereira
  • Ano 2025/2
  • Tema(s)
  • Localização -22.862778, -43.222222
  • Coorientador ---
  • Resumo

    Reusar Essa palavra dá a entender que algo já foi usado diversas vezes e agora não tem mais uso, como se tivesse passado do prazo de validade. Nada a ver, né? A reflexão deve ser feita no motivo que faz algo ter esse tipo de atribuição. Esses materiais refletem nossa lógica de produção que se estabeleceu há décadas, um sistema que se baseia em extrair da natureza, produzir bens não duráveis e descartar o que não é desejável. Entendo o desejo como algo construído a partir do meio que vivemos, ainda que seja genuíno de cada um. No prédio que FAU e EBA habitam, tem diversos lugares que recebem esses materiais ou mobiliários indesejados, em um volume considerável. Ver todo dia esses materiais no mesmo local, juntando mais poeira a cada dia, sempre me causou um incômodo, mas, ao mesmo tempo, a correria da vida não me deixava dar a atenção que eles pedem. Foi partindo desse incômodo, que decidi fazer do meu TFG uma ação: ressignificar esses materiais que estavam dispostos pelo prédio, dando-lhes vida nova. Construímos, então, novos mobiliários a partir de mobiliários obsoletos e outros componentes, trazendo a abordagem e processos com a materialidade como foco de tudo. Faço esse gesto também como incentivo a nós arquitetos, fazermos novos usos dessa matéria que já foi produzida e teria como destino alguma caçamba por aí. Propus em pequena escala, mas com a logística correta, é possível compor grandes edifícios a partir de materiais que um dia foram outra edificação, da porta ao concreto. A arquitetura de reuso está cada vez mais se tornando uma alternativa possível para a elaboração de projetos sustentáveis, já que podendo desmontar e adaptar, desaceleramos a produção, e colaboramos para a circularidade dos materiais.


Universidade Federal do Rio de Janeiro - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Midiateca FAU/UFRJ 2019 ® | Todas as imagens protegidas por direitos autorais.