Resumo
A promulgação da Lei Federal nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares nas escolas de educação básica, intensificou o debate sobre a relação entre educação, tecnologia e o espaço físico escolar. Embora a medida seja frequentemente associada à redução de distrações em sala de aula, ela também evidencia um descompasso entre a escola e a realidade digital que estrutura o cotidiano de crianças e adolescentes. Inseridos em um contexto de hiperconectividade, os estudantes não compreendem o celular apenas como ferramenta de comunicação, mas como meio de aprendizado, expressão cultural e interação social. Nesse cenário, a retirada do dispositivo do ambiente escolar revela uma questão mais profunda: que tipo de experiência a escola é capaz de oferecer para engajar, acolher e estimular seus alunos? Este Trabalho Final de Graduação parte do entendimento de que a arquitetura escolar pode assumir um papel ativo diante desse desafio. Ao investigar a criação de espaços lúdicos, sensoriais e de convivência, o projeto propõe que o ambiente construído atue como mediador entre a cultura digital e o cotidiano físico da escola. A arquitetura é, assim, compreendida como uma ferramenta pedagógica capaz de estimular o corpo, os sentidos e as relações sociais, fortalecendo o vínculo afetivo das crianças com o espaço escolar e contribuindo para experiências de aprendizagem mais significativas, críticas e alinhadas às demandas da contemporaneidade.
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