Resumo
Este trabalho investiga a arquitetura como experiência sensível, compreendendo o espaço construído não apenas como resposta funcional, mas como campo de relação entre corpo, percepção e lugar. A partir do referencial da fenomenologia — especialmente em Heidegger, Norberg-Schulz e Juhani Pallasmaa — a pesquisa discute o habitar como dimensão existencial, na qual a arquitetura atua como mediadora entre o ser humano e o mundo. Nesse contexto, analisa-se o Kiasma Museum of Contemporary Art, de Steven Holl, como obra principal, por sua abordagem projetual orientada à percepção, à luz e à experiência corporal. O estudo propõe um método qualitativo de leitura arquitetônica baseado em quatro dimensões fenomenológicas — permeabilidade, percurso, atmosfera e contemplação — entendidas como lentes para a interpretação da experiência espacial. Através dessas dimensões, busca-se compreender como a arquitetura pode instaurar vínculos sensíveis, produzir pertencimento e ampliar a consciência do habitar. Ao articular teoria e obra construída, o trabalho pretende contribuir para uma prática arquitetônica mais atenta às qualidades imateriais do espaço e à dimensão poética da experiência.
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