• Autor Juliana Alves Francisco
  • Ano 2025/1
  • Localização -22.877348, -43.46704
  • Resumo

    De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), a indústria da moda no Brasil faturou cerca de R$ 193 bilhões em 2022 e empregou, formalmente, 1,33 milhão de pessoas (IEMI, 2023), além de gerar 8 milhões de empregos indiretos, sendo 60% deles ocupados por mulheres. Apesar do seu grande potencial econômico e social, o setor enfrenta desafios como a falta de mão de obra especializada, a informalidade, o excesso de resíduos da confecção, o consumo desenfreado e denúncias de trabalho análogo à escravidão. Outro ponto crítico é a dificuldade de acesso ao ensino de moda em regiões periféricas e vulneráveis. Embora grande parte da força produtiva esteja concentrada nesses territórios, eles costumam carecer de infraestrutura voltada à formação técnica e criativa. Mesmo sendo polos produtores de tendências e referências estéticas, encontram obstáculos para ocupar lugares de protagonismo no mercado formal. Com o avanço do fast fashion e a transformação nos hábitos de consumo, a manualidade, sobretudo associada à costura, foi desvalorizada e se perdeu entre as gerações. Essa ruptura compromete a preservação de saberes tradicionais e limita possibilidades de geração de renda, principalmente para mulheres em vulnerabilidade. Diante desse cenário, surge o Ateliê de Moda Itinerante, um projeto modular móvel que circula por territórios do Rio de Janeiro, especialmente suburbanos e periféricos, com o objetivo de oferecer formação inicial em moda e provocar transformações duradouras.


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